ALIMENTOS BIOLÓGICOS

por Francisco Varatojo

“Nenhuma actividade humana, nem mesmo a medicina, tem tanta importância para a saúde como a agricultura.”
Prof. Pierre Delbert (Academia de Medicina, França)

Numa época em que a maioria das pessoas se encontra quase completamente desligada da terra e em que os alimentos nos chegam à mão processados e acondicionados, esquecemo-nos do quão vital é a agricultura para a nossa sobrevivência neste planeta.

Na realidade, dependemos totalmente da actividade agrícola para a nossa subsistência e o tipo de agricultura praticado influencia decisivamente a saúde humana, a saúde dos solos e todo o ecossistema.

A agricultura química moderna nasceu há mais de um século quando Justus von Leibig, um professor de química alemão, queimou plantas para analisar o resíduo das cinzas. Após a 1ª Grande Guerra as empresas que produziam explosivos e material bélico foram transformadas em fábricas produtoras de adubos agrícolas e ainda hoje, muitos dos produtos químicos utilizados na agricultura foram usados em campos de concentração na 2ª Guerra Mundial ou na Guerra do Vietname.

Como reacção a uma prática agrícola altamente industrializada e quimicalizada, surge nos Anos 40 o movimento da Agricultura Biológica (ou Agricultura Orgânica) que pretende promover técnicas de produção mais ecológicas e criar alimentos mais saudáveis para a Humanidade.

Os alimentos oriundos de uma agricultura biológica, cultivados sem adubos fosfatados ou pesticidas têm vantagens notórias, nomeadamente:

* Têm um valor nutricional superior: o teor em minerais, vitaminas e antioxidantes é mais elevado do que nos alimentos produzidos com uma agricultura convencional.

* Não contribuem para a contaminação dos solos, águas ou atmosfera.

* Têm um sabor mais rico, devido ao menor teor de água.

* São isentos de herbicidas, fungicidas ou insecticidas, que muitos estudos consideram estar ligados a muitas das doenças modernas como cancro, alergias ou infertilidade.

Em Portugal, começam a existir cada vez mais produtos biológicos à venda: cereais, feijões, vegetais, etc. e, apesar de ainda serem um pouco mais caros são, na minha opinião, uma opção que devemos fazer, quer em termos de saúde pessoal, quer em termos de saúde ambiental.

Ao apoiarmos o cultivo de alimentos de origem biológica, contribuímos enormemente para a despoluição dos solos e ambiente, podemos evitar a erosão dos solos e a desertificação e melhoramos a nossa saúde.

Para mais informações ou livros sobre agricultura biológica e alimentos biológicos, pode contactar a AGROBIO – Associação Portuguesa de Agricultura Biológica

Calçada da Tapada, 39, r/c Dto.
1300-545 Lisboa
Tel.: 213 641 354
Fax: 213 623 585
E-mail: agrobio@agrobio.pt

Muitas das carências nutricionais modernas são provavelmente devidas à fraca qualidade dos alimentos actuais. Imensos estudos apontam para um decréscimo substancial de nutrientes que pode ir até 90% nalguns minerais como ferro, quando se passou de uma agricultura biológica para a agricultura moderna.

Em 1963, o Departamento de Agricultura Americano, publicou o livro “Composition of Foods Handbook” onde se podem verificar as seguintes alterações no mineral ferro entre 1948 e 1963 (antes e depois de os fertilizantes e pesticidas químicos começarem a ser usados em grande escala)

Conteúdo em ferro dos alimentos (partes por milhão):
1948       1963
Espinafre     801          31
Feijão verde 118          8
Couve           57          4
Alface         262          14
Tomates     969           5

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